ultimopoeta:
“Eu poderia escrever um texto para essa foto, tudo que pensei ao ver de perto esse senhor sorrindo com o que estava lendo e o mais legal de tudo é que nenhum funcionário ficou vigiando ou quis tira-lo da loja.”
(Source: poesia-e-saudade, via dreammadeofdreamers)
"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."
Caio Fernando Abreu (via minhavidasemti)
(Source: docealento, via minhavidasemti)
"Eu quis te esquecer, juro que quis. Cheguei a te excluir de todas as minhas redes sociais, mas vivia te stalkeando dia e noite. Deletei seu número e ainda bloqueie para não poder receber nenhum tipo de ligação, ou SMS. Como se eu não soubesse seu número de cor e salteado né. Dei sumiço com os nossos históricos do MSN, parei de assistir nossos filmes, deixei de ouvir as nossas músicas, e já cheguei a não ir a lugares só para não poder te encontrar. E sabe o que aconteceu? NADA. Maldito perfume esse seu que vive me perseguindo. É sério. Já passei por diversos garotos que tinham o seu cheiro. O perfume anda na promoção é? Merda de cheiro. E sabe aquela música que você vivia tocando pra mim no violão? Aquela que tô até enjoada de ouvir, porque parecia que você só sabia tocar ela. Então, acredita que semana passada, o carro que quase me atropelou, estava tocando essa música na maior altura? Merda de música. Mas o moço do carro me ajudou, me levou na padaria pra comer alguma coisa. E ainda o cara do caixa da padaria tinha o maldito corte de cabelo feio que você insistia e costumava cortar, provavelmente desde que nasceu. Merda de cabelo. Então eu quis sair correndo de lá e ir pra minha casa, mas correr me lembraria de todas as vezes que a gente apostava corrida no meio da rua e os carros xingavam até não poder mais. Aí fui andando devagar e senti uma falta da sua mão entrelaçada e suada na minha. E fui mais rápido e esbarrei no moço da pipoca que me perguntou se eu estava com pressa porque ia encontrar meu namorado, e eu tive que gritar que não tinha um namorado. Merda de pipoqueiro. Era na semana de provas trimestrais e além de quase ser atropelada, eu tinha que pegar o caderno pra estudar as fórmulas que estavam justamente nas últimas folhas, pertinho dos desenhos que a gente fazia. Maldito caderno. Ainda bem que minha amiga me ligou em seguida e não me deixou queimar o caderno, mas me mandou ligar a TV no canal de fofocas. Só que a TV tava na novela, na cena que o Jorginho e a Nina discutiam, brigavam, se evitavam e tocava aquela música ridícula da Marisa Monte e depois se beijavam. Típico o que nós fazíamos e depois ríamos. Maldita Marisa Monte, maldito Jorginho, maldita novela. Então estragou minha semana, como você sempre costumava fazer. Estragou a minha vida. Transbordei de raiva e de fome. Queria comer, isso seria uma ótima ideia se não tivesse uma pizza velha na geladeira que me lembrasse da noite que a gente sentou na calçada, apostou quem comia mais fatias sem tomar água e depois você me fez passar mal de tantas cócegas. Então vou dizer uma coisa que jamais achei que iria dizer: “Maldita pizza!” Amo vitrines de roupas, mas olhar me faz lembrar sua falta de paciência. Amo baladas, parques e shopping, mas os malditos casais amam lá também. Resolvi ver meu facebook, sem notificações importantes, sem mensagens importantes e o feed de notícia nada de importante, exceto um maldito amigo em comum que curtiu uma foto sua de você sorrindo com a blusa que te dei, sorrindo do jeito que eu gosto. Malditos amigos em comum. Por que você ainda usa a camisa que te dei? Quis sair. Ir pra balada. Eletrônica, você odeia mesmo. Fui de carona com o pai da minha amiga que ouvia a música que você odeia, entro lá e dou de cara com o garçom. E quer saber o que estava escrito no crachá dele? O seu nome. Maldito nome, já falei né? Do lado casais, do outro casais e no meio eu morrendo de saudade de ser seu par e falar mal dos outros pares. E quis voltar pra casa porque era impossível querer tanto não lembrar de você e lembrar o dobro, mas como eu sou a garota com mais sorte no mundo, esbarrei num cara parecido com você na saída, com o mesmo carro, uma calça sua que eu conhecia e o cheiro do perfume barato e azedo seu de sempre. Na hora tive vontade de xingar o garoto de maldito por ser parecido com você e por ter derrubado meu copo de vodka, mas só consegui perguntar o que você tava fazendo aqui. E você com aquela cara de sonso respondeu que tava fazendo o mesmo que eu. Mas eu estava tentando te esquecer, caramba! Deu vontade de ir embora, só faltava decidir se eu queria ir sozinha ou com você. Mas decidi rápido: SOZINHA. Então te avisei que estava indo e você disse que tudo bem. Maldito tudo bem, porra! Até que eu vou, você grita lá de longe que vai comigo e eu esqueço que estava tentando te esquecer a semanas. Garoto, qual o seu problema? Precisei perguntar na mesma hora. Você precisa parar de aparecer em cada esquina que ando. E eu me derreti logo em seguida, quando você não respondeu nada e só me beijou. Maldito beijo com gosto de halls. MALDITO CORAÇÃO!"
Thiara Macedo & Amanda Patrício (via sociedadedospoetasmortos)
(via sociedadedospoetasmortos)
"Tudo bem, se quer ir embora então vá, some, desaparece. Porque eu cansei. Não vou implorar para você ficar, e nem me humilhar tentando fazer esse “Eu e Você” se tornar “Nós”. A gente não dá certo e ponto final. Ficar nesse volta e não volta o tempo todo desgasta aquele resto de sentimento que ainda existe aqui dentro. Então quer saber? Não quero sentir mais nada. Ando farta. É, farta. Farta de colocar você em primeiro lugar na minha vida, e eu não ser nem a terceira opção da sua. Farta de perder noites de sono chorando por quem está dormindo e sonhando com outra. Farta de criar romance onde não existe, de viver um faz de conta, e esperar você chegar em minha vida nem que seja montado numa bicicleta e ficar de vez. Mas como to esperando isso faz anos e nada acontece, então é melhor você desaparecer mesmo. Leve tudo o que tem direito, isso vai do meu amor até a minha saudade, e vá viver a sua vida o mais longe de mim possível. E pelo amor de Deus, não volta não. Não volta de jeito nenhum. Porque sempre que você volta e diz com um ar de saudade misturado com tristeza de que “sente a minha falta”, eu me esqueço de tudo o que disse e volto para seus braços feito idiota, como todas as outras vezes. Por favor, não volta. Poxa eu to tentando fazer a minha parte, te esquecer. Então faça a sua, não me procure."
Thiara Macedo (sdpm)
(via sociedadedospoetasmortos)